sexta-feira, agosto 01, 2008

The gift of age

Cheguei à conclusão de que envelhecer é uma dádiva.Hoje sou, provávelmente pela primeira vez na vida,a pessoa que sempre quis ser. Oh, não o meu corpo! Por vezes desespero com o meu corpo - as rugas, as olheiras,a flacidez. Muitas vezes sou surpreendida por aquela que vive no meu espelho. Mas não sofro muito tempo com isso. Nunca seria capaz de trocar os meus amigos, a vida de que gosto tanto ou a minha família por menos cabelos brancos ou uma barriga mais firme. Com o passar dos anos tornei-me mais condescendente e menos crítica de mim mesma. Sou a minha melhor amiga.
Não me censuro por comer mais um biscoito ou fazer a cama mais tarde. Ganhei o direito de me mimar, fazer confusões, ser extravagante.
Vi alguns queridos amigos deixarem este mundo demasiado cedo, antes de poderem compreender a liberdade que a idade nos dá. Que problema há se me apetecer ler até às 4.00h e ficar na cama até ao meio-dia?
Vou dançar sózinha ao som das grandes músicas dos anos 60 e 70 e se ao mesmo tempo deixar cair uma lágrima ao recordar um amor perdido na adolescência, tudo bem comigo.
Vou passear na praia dentro de um fato de banho demasiado esticado à volta do meu corpo gordinho e, se me apetecer, vou mergulhar nas ondas, apesar dos olhares críticos do jet set. Elas também vão envelhecer um dia.
Sei que às vezes me esqueço de algumas coisas, mas alguns factos da vida estão bem é esquecidos. E no entanto lembro-me de tudo o que é importante.
Claro que ao longo dos anos sofri alguns desgostos. Como podemos não ficar destroçadas se alguém querido nos morre ou quando sabemos de crianças e animais que sofrem? Mas são os desgostos que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração nunca destroçado é primitivo e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Tenho a sorte de ter vivido o suficiente para poder ver o meu cabelo a ficar branco e por ter ainda no ouvido as minhas gargalhadas enquanto jovem, que ficaram marcadas nas rugas da minha cara.Muitos nunca conseguiram dar uma boa gargalhada e outros não viveram o suficiente para verem o seu cabelo embranquecer.
Ao envelhecermos, torna-se mais fácil sermos obstinados. Preocupamo-nos menos com o que os outros pensam.Ganhámos mesmo o direito a errar.
Envelhecer deu-me liberdade. Gosto da pessoa em que me tornei. Não vou viver para sempre, mas enquanto aqui estiver não vou perder tempo a pensar no que poderia ter sido ou preocupada com o que está para vir. E vou comer doces todos os dias se me apetecer.



Este texto não é meu.Foi uma tradução livre que fiz a partir de algo que encontrei nas minhas deambulações pela net.
Contudo, identifico-me com ele e quis partilhá-lo aqui convosco.

4 comentários:

Maria goretti disse...

Oi,

Que coisa linda,tenho pensado exatamente assim ultimamente,
não dou mais importância á coisas que antes me deixavam angustiada,não cobro tanta perfeição de mim mesma e dos outros,vivo melhor,mais serena,acho que envelhecer está me fazendo bem...,embora a desconstruçaõ física não seja tão agradável,mas de que serve um corpo esbelto habitado por uma alma aflita?

Bjs

Paula disse...

É isso mesmo, maria goretti.
Um beijo
Ana Paula

Lulu disse...

hugs

Paula disse...

hugs to you too, lulu.